Quem Somos

 

Com o espírito de inovação e movidos pela necessidade de algum organismo nos representar, informar e defender, um grupo de  Assistentes Operacionais de vários hospitais espalhados pelo país, resolveu dar início a este projeto em finais de setembro de 2017. 

Apesar de diversas adversidades, foi publicado no Boletim de Trabalho e Emprego Nº 46 de 15 de dezembro de 2017, sendo que, se seguiu um período de cerca de 2 meses até que pudéssemos ter começado a trabalhar em pleno.

Desde 2009 que nos vem sendo negada toda e qualquer carreira. Dada a especificidade das funções que nos são confiadas diariamente, pretendemos reverter a situação, e resolver de forma cabal a questão profissional dos nossos associados. 

Numa altura em que todos sentimos que o sindicalismo se encontra em notória queda, decidimos dar início a este projeto com plena consciência desse facto.

Apesar de ser um direito dos trabalhadores consagrado na constituição, a verdade é que o sindicalismo tem vindo a sofrer cada vez mais de desinteresse por parte dos trabalhadores…

Modo geral os sindicatos tal como os conhecemos, optaram há muito por encetar formas de reivindicação tendo como única forma de luta (como lhe chamam) paralisar a força produtiva dos seus representados. Os resultados estão à vista… pelo menos na nossa classe profissional nada do que possa ter sido feito trouxe resultados.

Não quero com esta afirmação desvalorizá-los, estou certo que muitas das condições de trabalho que hoje temos é a eles que devemos agradecer. Porém continuam a agir da mesma forma de há 40 anos atrás… Não evoluíram, ficaram parados no tempo, não tendo acompanhado a evolução das mentalidades e dos desafios que o progresso trouxe.

Da mesma forma que atualmente nos são exigidas mais qualificações e maior empenho no nosso trabalho, entendemos que um sindicato deve ser capaz de acompanhar esses desafios com o mesmo nível de exigência.

De alguma forma sentimos que a nossa classe não está contente com a forma como têm sido acauteladas as nossas justas aspirações enquanto trabalhadores, não podemos no entanto condenar o sindicalismo mas sim a forma como ele tem sido praticado pelos atuais sindicatos esses sim, com a responsabilidade de levar por diante as nossas reivindicações.

Neste seguimento surge o SITAS, um sindicato dedicado em exclusividade aos Técnicos Auxiliares de Saúde – uma classe que viu de um dia para o outro a sua carreira completamente sonegada. Auxiliares de Ação Médica que acordaram Assistentes Operacionais sem descrição de funções e consequentemente com as carreiras estagnadas.

Uma situação que se mantém desde janeiro de 2009 e decorridos quase 8 anos nada do que possa ter sido feito pelos atuais sindicatos surtiu qualquer efeito…

Se as formas de negociação (se é que as houve…) nada de novo trouxeram nestes 8 anos, chegou pois a altura de arregaçarmos as mangas e termos um sindicato só nosso! Feito por nós – para nós!

Muitos quiseram desacreditar o SITAS, muitos outros duvidaram da sua existência, mas nós aqui estamos a dar os primeiros passos. Não possuímos experiência sindical o que se torna uma vantagem: não temos vicios, somos acérrimos defensores dos nossos representados e não seremos um veículo de propaganda de qualquer partido político. Se as anteriores formas “de luta” não foram eficazes, vamos de uma forma completamente diferente tentar levar a água ao nosso moinho.

Sabendo que a greve é uma forma de reivindicar os nossos direitos, temos também a consciência que trabalhamos com doentes que necessitam do nosso trabalho e que deve ser utilizada apenas quando todas as outras formas de negociação se esgotarem; Temos noção que a greve não abona a nosso favor nem na negociação nem perante a opinião pública, por isso será uma “ferramenta” que utilizaremos em último recurso, até porque os serviços mínimos a que estamos obrigados deitam por terra o principal objetivo de qualquer greve…

Estamos conscientes que não será fácil conseguirmos de um dia para o outro aquilo que outros não conseguiram em tantos anos de existência, mas prometemos que degrau a degrau iremos fazer tudo para conquistar o estatuto de Técnico Auxiliar de Saúde, a regularização das nossas carreiras, e acima de tudo o respeito por parte de todos os intervenientes na saúde – fazemos parte de uma equipa multidisciplinar e por esse motivo exigimos respeito pelo nosso trabalho e por nós enquanto trabalhadores dessa mesma equipa.

Gostaríamos de deixar bem claro que a nossa existência não tem como objetivo combater as outras associações de trabalhadores, eles terão as suas formas de atingir objetivos e nós teremos as nossas, mas não cederemos a lobbies políticos sejam eles oriundos de que fação política forem.

Os nossos associados poderão contar com apoio jurídico de forma gratuita, estaremos sempre disponíveis para ajudar com os problemas com que se deparam no dia a dia.

Iremos logo que possível abrir inscrições para a tão desejada formação de Técnico Auxiliar de Saúde, dando cumprimento ao Referêncial de Qualificação publicado no Catálogo Nacional de Qualificações.

Em apenas 5 meses conseguimos “meter” o nome Técnicos Auxiliares de Saúde em 4 jornais nacionais e levámos o mesmo nome ao programa Prós & Contras da RTP – facto inédito pois nunca ninguém tinha levado tão longe a nossa voz e entregámos na Comissão da Saúde da Assembleia da República uma proposta de Projeto-Lei para a aprovação e regulamentação da nossa classe profissional.

Contamos com o vosso apoio!

PORQUE AGORA É A HORA, UNIDOS PARA CONQUISTAR!

Paulo de Carvalho

Presidente da Direção do SITAS

Paulo de Carvalho